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De propósito

por Henrique Matos (6º texto da série "Plantar e Colher - Princípios Bíblicos") Noé tinha exatos seiscentos anos quando concluiu a construção da arca, cumpriu o seu propósito e viu cair a primeira gota de chuva sobre a Terra. Abraão tinha setenta e cinco anos quando Deus o mandou sair de sua casa e ir para um lugar distante, prometendo-lhe um filho com sua mulher estéril e a partir dele, uma descendência incontável como as estrelas do céu. Davi foi ungido rei aos quinze anos de idade, mas teve que fugir e esconder-se por cerca de mais quinze até que fosse reconhecido e levado ao trono sobre Israel. Jesus nasceu entre os homens e aguardou por trinta anos até começar Seu ministério e então morrer na cruz para cumprir as 332 profecias ditas a seu respeito e salvar a humanidade. E Lázaro, bem, Lázaro esperou menos, foram "só" quatro dias, mas ele estava morto até que seu amigo Jesus chegasse e lhe desse a vida novamente. Quanto tempo você tem esperado? Quanto tempo aind...

Me dê motivos

por Henrique Matos   Afinal, porque Jesus nasceu? Pare um instante para pensar, qual o motivo de o Senhor ter nascido como homem e vivido 33 anos entre nós se, sendo Deus, poderia fazer uma breve "participação especial" na história da humanidade e resolver a questão da redenção de forma muito menos polêmica? Qual a razão para Ele ter sido gerado em uma mulher, carregado por nove meses, nascido em um lugar sem condições apropriadas, fugir para o Egito, trabalhar como carpinteiro, esperar trinta anos para começar seu ministério, pregar por três anos apenas, ser perseguido e ainda sofrer tudo o que sofreu sem ter nenhum tipo de culpa, pecado ou necessidade? Ele poderia, por exemplo, do alto de Sua glória, lá no céu, olhar para a humanidade, colocar Satanás em uma gaiola, furar a ponta do dedo com uma agulha e com aquela gota de sangue espremida, lavar todos os homens de seus pecados e nos dar a salvação. Nenhum trabalho, nenhum sofrimento, um preço razoável e tudo se resolveria....

Jumentologia

por Henrique Matos   (5º texto da série "Plantar e Colher - Princípios Bíblicos") Até agora estou desconcertado, meio eufórico, mas me conforto em saber que eu sou parte da promessa. Você pode ler na sua Bíblia, há claramente uma descrição a meu respeito em uma das profecias que fala do Cristo (Zacarias 9, 9). Mas para esclarecer os fatos, vou lhe contar um pouco de minha história... Oxente! Eu estava lá, tocando minha vidinha em Betfagé, próximo a Jerusalém, sossegado, na minha. Sempre tranqüilo, ao lado de minha mãe naquela humilde cidade da Judéia. Mas aí um dia, as coisas mudaram para nós. Chegaram dois homens e sem mais nem menos começaram a desamarrar mâínha e eu do poste onde estávamos presos. Já iam nos levando embora quando outros homens ali do vilarejo perguntaram onde iam aqueles cabras com dois jumentos que nem eram deles. Tiveram ali um dedo de prosa, chegaram em uma conclusão e finda a conversa continuaram levando a gente em direção à entrada da cidade. "Qu...

Pega ladrão

por Henrique Matos   (4º texto da série “Plantar e Colher – Princípios Bíblicos”) O centrovante avança pelo campo de ataque com a bola dominada nos pés. Toda raça e habilidade nos minutos finais do jogo e fazer um gol nesse momento seria a consagração da vitória. Enquanto avança, toda a defesa do time adversário recua rapidamente e se posiciona na entrada da grande área. Sem opções de ataque, o jogador pára, segura a bola e procura ao seu redor alguma opção de tabela entre seus companheiros. Enquanto espera, é surpreendido por um volante do time rival que chega por trás e rouba-lhe a bola dos pés. Onze horas da noite no centro da cidade de São Paulo. O rapaz sai do trabalho e caminha cerca de dois quilômetros até o ponto de ônibus onde toma a condução que o leva para casa. O chefe lhe pediu que fizesse hora extra e o segurou no escritório até tarde. No ombro esquerdo, o peso da mochila com os cadernos e livros da escola e lá no fundo o envelope com o pagamento do mês: dois salários...

A teologia Peter Parker

por Henrique Matos   (3º texto da série "Plantar e Colher - Princípios Bíblicos") Peter Parker ilustra de maneira brilhante (bem, nem tanto) um aspecto teológico ligado à nossa cultura cristã. Apesar disso, seu nome verdadeiro não é tão famoso quanto seu alter-ego. Para quem não conhece os super-heróis das histórias em quadrinhos, Peter Parker é o garoto conhecido por Homem Aranha, cujo primeiro filme estreou em 2002 e a continuação deve ser lançada ainda esse ano. Um resumo dessa história. Peter Parker é o mocinho. Ele é um adolescente desajeitado e nada popular, até o dia em que é picado por uma aranha e adquire super poderes como: força, agilidade, grudar nas paredes e soltar teias (também poderosas) que lhe permitem ser um Tarzan na grande metrópole em que vive. Mas Peter só passa a ser um herói efetivamente no dia em que descobre os seus poderes e neles, a essência de seu propósito de vida: ajudar as pessoas. Outra história. João José da Silva é o mocinho. Ele é um adole...

O mundo cinza

por Henrique Matos   (2º texto da série "Plantar e Colher - Princípios Bíblicos") Você consegue sentir falta de algo que não existe? Sente, por exemplo, saudades de uma pessoa que não conhece? E se o mundo fosse feito diferente? E se Deus o tivesse criado sem as belezas, recursos e maravilhas naturais, você sentiria a ausência desses elementos? Não. Pense nas coisas que você gosta nessa terra. Talvez cachoeiras, praias com seus mares verdes e areias finas, a beleza dos oceanos, as florestas com cada palmo de sua terra, flora e fauna. O céu azul, as nuvens brancas e todo o universo desconhecido que está acima de tudo isso. A água que sacia a sede, o sabor de cada fruto e cada alimento. Imagine por um segundo que tudo isso não exista, que Deus tenha criado um mundo estritamente funcional, onde não haveria dia ou noite, sol, lua ou estrelas, o céu seria simplesmente cinza. Nos alimentaríamos de um único e suficiente elemento, talvez um "maná" que saciaria toda nossa fo...

Dia D

por Henrique Matos Acho que vou chorar. Creio realmente que naquela hora, ao ouvir meu nome, vou sentir um arrepio me subindo pelas espinhas, um aperto de dentro para fora em meu coração que não me deixa pensar em outra coisa, um calor que derrete o gelo e a frieza em meu interior e faz vazar aquele líquido salgado que escorre de dentre os olhos pelas bochechas e embaça minha vista, trava meu nariz, me deixa avermelhado e impede que com clareza eu enxergue o que tanto sonhei. Aliás, com ou sem lágrimas, nem sei se conseguirei olhar diretamente em Seus olhos. Penso que minha primeira atitude será, cabisbaixo, parar diante de Sua glória revelada como uma criança envergonhada, me dobrar calmamente, ajoelhar aos Seus pés em silêncio e fazer algo que nunca ao menos mereci: humilhar-me diante dEle e mostrar minha admiração e honra. Nada se pode imaginar a respeito da mente e da criatividade de Deus. Não sabemos como será o tal momento, os detalhes, a decoração, o ambiente, a aparência dos an...

Série: Plantar e Colher

Vamos iniciar nessa semana uma série de textos com o tema "Plantar e Colher - Princípios Bíblicos". São assuntos e mandamentos para a Igreja do Senhor que estão explícitos nas Escrituras Sagradas, mas que algumas vezes são negligenciados em nossos estudos e, infelizmente, práticas. O propósito dessa série é buscar nos ensinamentos de Deus alguns “frutos” que devemos colher. Lembrando que, não se colhem frutos prontos antes, porém, uma semente precisa ser plantada. Os textos serão postados todas as segundas-feiras, a começar por hoje, com a mensagem abaixo: "Conscrito". Pax!

Conscrito

por Henrique Matos   (1º texto da série "Plantar e Colher - Princípios Bíblicos") “Jovem, ao completar 18 anos, exerça sua cidadania, aliste-se no Serviço Militar Brasileiro”. A locução do comercial não muda, todo rapaz finda sua adolescência, ao mesmo em que treme pela expectativa em tirar sua carta de motorista e pilotar livre seu potente quatro rodas, teme ao pensar na possibilidade de ser convocado a servir o exército. Alguns (poucos) até gostam. Gostam de dirigir e também do exército. São aqueles malucos que eu via cruzar toda a fila e dizer: “Sou voluntário”. Eu confesso que não entendia um gesto como esse. Entrar para o exército é, segundo o julgamento de muitos, assinar o atestado de humilhação. Armas, disciplina, acordar cedo, obediência, postura, aptidão física, todos esses são pontos com os quais nunca tive muita afinidade. Ser soldado no quartel é ser um peão nas mãos de grandes jogadores. Eles te manipulam, mandam “pagar dez” flexões (como eu tinha medo disso), j...

Saudades da minha Facit

por Henrique Matos Facit! Esse era o nome da máquina onde aprendi a datilografar. Datilografia era curso essencial para se conseguir aquele concorrido emprego de contínuo no banco. Fora do curso, confesso que datilografei a máquina algumas raras vezes. As teclas são pesadas, o barulho é chato e ela não vem com kit multimídia para se ouvir uma boa música enquanto o texto é criado. Mas isso não é o pior, nenhum dos modelos disponíveis, me permitem apertar o “Backspace” tantas vezes para apagar, corrigir e incluir novas palavras (como fiz aqui, nesse exato instante) e nem disponibilizam os famosos “Ctrl+C” e “Ctrl+V” que me fazem ter uma pontinha de afeto pelas grandes marcas de computadores. Posso parecer um dos antigos quando falo de máquinas de escrever, saudosistas que rejeitam os avanços tecnológicos e sofrem para entender que para se desligar o computador é preciso apertar o botão “Iniciar” (e isso até eu não entendo). Sou um adepto e fã dessa invenção, armazeno minhas músicas, escr...